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Do Solo para Cima: A Nossa Parceria com a Universidade de Aveiro e a Entogreen

A Ciência por Detrás do Estudo

Em fevereiro de 2024, lançámos um ensaio de campo de três anos em parceria com o
Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, o CESAM e a EntoGreen, uma
empresa portuguesa especializada em biotecnologia de insetos BSF. O ensaio integra a
Agenda Mobilizadora InsectERA, um programa nacional financiado pela União
Europeia que explora o papel dos insetos na agricultura sustentável e na economia
circular.

O estudo está a ser conduzido numa parcela em Valença do Douro, situada a 400 metros
de altitude e plantada há mais de 40 anos. São vinhas velhas — não centenárias, mas
suficientemente maduras para expressarem a idade de vinha que realmente importa — e
escolhidas por uma razão prática: o relevo mais suave e o melhor acesso rodoviário tornam a medição científica rigorosa muito mais viável aqui do que em parcelas mais íngremes e remotas. A intenção é usar o que aprendermos em Valença do Douro e aplicá-lo mais a montante — na nossa vinha centenária Vinha das Silvas, nas encostas
de xisto sobre o Rio Torto. A ciência começa onde é mais fácil fazê-la bem. O objetivo final são sempre as vinhas mais velhas.

No centro do estudo está algo chamado frass, fertilizante organico de inseto. O frass é rico em matéria orgânica, resquisios de quitina advindos do próprio insetos e rica em nutriente. Este fertilizante orgânico é . produzido pela bioconversao das larvas de Hermetia illucens, a mosca soldado-negro, BSF. Estas larvas são extraordinários bioconversores: alimentadas com bagaço de azeitona (o resíduo sólido remanescente da produção de azeite), processam esse subproduto e deixam para trás um fertilizante rico em azoto, fósforo, matéria orgânica outros macro e micro nutrientes, quitina e uma diversidade de atividade microbiana.

A lógica circular desta história é importante para nós. O bagaço de azeitona que
alimenta as larvas vem da mesma paisagem agrícola que rodeia as nossas vinhas. O que
regressa ao solo não é um input sintético, mas sim um material vivo, biologicamente ativo — o subproduto de um subproduto, transformado em algo que alimenta as vinhas
mais antigas do Douro.

O Que Mostram os Resultados

O ensaio decorre até 2027 e somos deliberadamente cautelosos quanto a tirar conclusões antes dos resultados finais. Ainda assim, o relatório intercalar de janeiro de 2026 da Universidade de Aveiro contém conclusões que acreditamos valer a pena partilhar já.

Em todas as parcelas fertilizadas, os tratamentos orgânicos — incluindo o frass de inseto — estimularam atividade enzimática mensurável no solo. As enzimas são o motor da biologia do solo: decompõem matéria orgânica, libertam nutrientes e sustentam as comunidades microbianas que estão na base da saúde da videira. Ver esta atividade aumentar é um sinal significativo.

Talvez ainda mais relevante para a saúde de longo prazo destas vinhas: a capacidade de retenção de água do solo aumentou substancialmente face à medição de base feita em janeiro de 2024, comparativamente às medições registadas em julho de 2025. Numa região semiárida onde a seca estival se torna cada vez mais frequente e severa, a capacidade do solo reter humidade não é um detalhe menor — é uma questão de resiliência. O aumento da matéria orgânica, confirmado pelos dados de perda por ignição, demonstra que o solo está efetivamente a mudar.

Quanto às videiras: as medições fisiológicas mostram níveis saudáveis de clorofila e carotenoides em todas as parcelas, consistentes com plantas bem nutridas. Não foi identificado qualquer impacto negativo na saúde da vinha. Até ao momento, os indicadores biológicos são positivos.


Porque Vinhas Velhas, e Porque Agora
Há uma razão para este estudo começar em vinhas velhas e não em vinhas jovens. A parcela de 40 anos em Valença do Douro não é antiga — mas representa o que o Douro faz quando se deixa uma vinha amadurecer: sistemas radiculares profundos que exploram o xisto em profundidade, uma resiliência natural à seca e uma relação com o solo construída ao longo de décadas, não de estações. São estas qualidades que queremos compreender, proteger e reforçar.

A nossa preocupação final, contudo, são as vinhas verdadeiramente antigas — as centenárias da Vinha das Silvas, acima do Rio Torto, plantadas há mais de cem anos e portadoras de um património genético que a viticultura moderna em grande parte perdeu. Como membros da Old Vine Conference, uma organização global sem fins lucrativos dedicada ao reconhecimento e proteção de vinhas históricas, acreditamos que cuidar de vinhas velhas é uma forma de conservação agrícola.


O estudo do frass é a ciência que sustenta essa convicção: uma tentativa rigorosa de compreender o que estas vinhas necessitam do seu solo e como lho podemos proporcionar sem recorrer a soluções sintéticas. Começamos em Valença do Douro porque as condições permitem fazer a ciência corretamente. O que aprendermos ali, pretendemos levar para as Silvas.

Olhando em Frente
O ensaio continuará até 2027. Partilharemos as conclusões finais quando forem publicadas. Até lá, deixamos o nosso agradecimento à equipa da Universidade de Aveiro — em particular aos investigadores do Departamento de Biologia e do CESAM — e à Entogreen, pela parceria, rigor e disponibilidade para trazer a sua ciência para estas vinhas muito velhas.

O Douro sempre foi um lugar onde sobreviver exigiu engenho. As vinhas de Valença do Douro crescem aqui há mais de quarenta anos. As centenárias da Vinha das Silvas há mais de cem. A nossa intenção é dar a todas elas todas as vantagens possíveis para as décadas que se seguem.


O ensaio de campo da Universidade de Aveiro — “Avaliação do impacto do frass na produção e saúde das plantas e do solo em vinhas do Douro” — decorre entre fevereiro de 2024 e 2027. É conduzido em parceria com o Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, o CESAM e a EntoGreen, no âmbito da Agenda Mobilizadora InsectERA (financiada pela União Europeia).

Declarámos 2024


“Francamente, acho que é uma bomba.”
— Cristiano van Zeller

É uma expressão ousada, admito. Mas há momentos em que a honestidade tem de prevalecer sobre a contenção. Porque este Van Zellers & Co Vintage Port 2024 apresenta uma dimensão, uma pureza e uma precisão que muito raramente se encontram.

O que está no copo

Profundo, preciso e intensamente contido, afirma-se desde o primeiro momento como um vinho de dimensão excepcional. A cor, púrpura-negra, quase impenetrável, revela a monumental concentração que define os grandes Vintage clássicos.

No nariz, encontro aquilo que sempre procurei nos melhores Portos do Douro: fruta negra cristalina, esteva, frescura aromática, profundidade e identidade. Cassis, cereja preta, ameixa madura e amora silvestre surgem com uma definição impressionante, envolvidas por notas de rosmaninho, lavanda, violeta, especiaria
fina, grafite e nuances balsâmicas.

Na boca, é tudo aquilo que um grande Vintage deve ser: potente, mas disciplinado; concentrado, mas elegante; musculado, mas preciso. Os taninos são profundos, densos e perfeitamente integrados. A acidez natural oferece direção, energia e longevidade. Há força, mas sobretudo há equilíbrio.

E é esse equilíbrio que distingue os grandes vinhos dos vinhos verdadeiramente históricos.

Uma declaração para a história

Ao longo da minha vida, tive o privilégio de provar alguns dos maiores Vintage Ports alguma vez feitos. Vinhos que marcaram gerações, que ajudaram a definir regiões, famílias e momentos irrepetíveis. É cedo para falar do lugar definitivo de 2024 nessa história.

Mas posso dizer isto com total convicção: estamos perante uma das grandes declarações desta nova geração do Douro. Um Vintage clássico na sua estrutura, contemporâneo na sua definição, e construído para sobreviver — e emocionar — durante muitas décadas.




Natureza engarrafada

Na Van Zellers & Co, acreditamos que o Vinho do Porto não é apenas vinho. É memória. É cultura. É família. É natureza engarrafada.


Com apenas 2.000 garrafas produzidas, este Vintage 2024 representa não apenas um vinho raro, mas uma afirmação daquilo em que sempre acreditei: que o Douro continua capaz de produzir alguns dos maiores vinhos fortificados do mundo quando natureza, conhecimento e coragem se alinham.


O 2024 junta-se a 2011 e 2017 como um dos grandes clássicos deste século. Um dos grandes anos do milénio.

Depois de tantos anos no Douro, continuo a sentir o mesmo que senti desde o primeiro aroma de Vinho do Porto na infância:
O Douro nunca deixa de surpreender. E em 2024, voltou a fazê-lo.


Conhece a kika — o rosé que veio para ficar



Fresca, direta, sem cerimónias. A kika rosé é o vinho que já fazia falta na tua vida.

Três vozes, uma ideia

Quem criou a kika explica melhor do que ninguém o que ela representa.

“Quando percebi que o vinho ia ter o meu nome, senti uma responsabilidade enorme — e depois percebi que não. Kika não é o meu nome. É o nome de muita gente. É o nome que usas com quem gostas mesmo.”
Francisca van Zeller · Criadora da kika

“Sempre quis fazer um rosé que não pedisse desculpa por existir. A kika tem estrutura, tem carácter — é um vinho do Douro que simplesmente escolheu ser leve. Não porque não consegue ser sério. Porque não precisa.”
Cristiano van Zeller · Produtor

“O desafio foi criar frescura sem perder identidade. A Touriga Francesa foi a nossa âncora — é ela que dá à kika aquela tensão elegante, aquele nervosismo que te mantém a voltar ao copo.”
Joana Pinhão · Enóloga


Os momentos kika

Não há momento errado para uma kika. Mas há momentos em que ela brilha mais:

  • Almoço longo no verão
  • Praia ou piscina
  • Sundowner no terraço
  • Começo de festa
  • Jantar descontraído
  • Festival ou concerto

A kika é o rosé do verão — mas também daquele serão de outubro em que ainda dá para estar lá fora. Serve bem fresca, entre os 8 e os 10 graus. Não hesites, não esperes — bebe.


As três personagens por detrás do vinho


A kika é a soma de três castas com personalidades muito distintas. Juntas, formam um grupo imbatível.

Touriga Nacional — a extrovertida
Entra na sala e toda a gente vira a cabeça. É ela que traz a explosão de frutos vermelhos e negros — framboesa, amora, cereja — e os aromas florais que te fazem fechar os olhos no primeiro gole.

Tinta Roriz — a que não te larga
Mais contida, mas com substância. Dá aquele grip — aquela textura leve que faz o vinho ter presença na boca e não escorregar sem deixar marca. A Tinta Roriz é a razão pela qual a kika fica na memória.

Touriga Francesa — o twist inesperado
Pouca quantidade, impacto enorme. É ela que traz a agitação — um frescor floral ligeiramente picante, aquela sassiness que transforma o vinho de bom em memorável. A Touriga Francesa é a surpresa no final.


Harmonizações para os verdadeiramente KOOL

Sim, a kika combina bem com um prego ou uma salada niçoise. Mas isso seria demasiado previsível para quem é genuinamente kool. Aqui vão as harmonizações que realmente importam:

  • Sushi de fusão — A acidez fresca da kika corta na perfeição a gordura do salmão. Uma combinação que os puristas não aprovam — e está tudo bem.
  • Tacos de peixe com molho picante — O rosé refresca, o picante aquece. Uma dialética que funciona melhor do que parece.
  • Pipocas de caramelo e sal — O doce, o salgado, o frutado — trio inesperado para uma noite de cinema em casa com estilo.
  • Queijo de cabra com mel e nozes — A frescura da kika equilibra o picante do queijo. A sobremesa da entrada que ninguém esperava.
  • Um bom hambúrguer — Porque rosé com hambúrguer é a disrupção que o mundo precisava. E funciona.

Preço & disponibilidade

PVPR 19,50 € | Temperatura 8–10 °C | Castas Touriga Nacional · Tinta Roriz · Touriga Francesa

A kika rosé está disponível agora. Para quem já está convencido — e duvidamos que não estejas — podes encontrá-la na nossa loja online e nos pontos de venda habituais.

Porque no fim do dia, a única regra que importa é esta:

Keep It Kool Always.

#kikawine · #KeepItKoolAlways · kika rosé

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